Onde Começa a Qualidade do Atendimento


Certamente você já ouviu a seguinte expressão: “para uma empresa se destacar, nos dias atuais, a qualidade no atendimento é fundamental”. Pois é, oferecer serviços de qualidade é uma obrigação básica de toda e qualquer empresa que almeja se manter firme no mercado. Mas, infelizmente, uma grande parcela de empresas ainda não está conseguindo fazer o básico, ou seja, oferecer o mínimo de qualidade nos serviços prestados para que os clientes sintam-se satisfeitos.
Você concorda que:
  • Cortesia é fundamental no atendimento ao cliente?
  • Agilidade é importante para que os clientes obtenham a solução para seus problemas?
  • Saber se comunicar, escutar e estabelecer empatia com os clientes é imprescindível?
  • Conhecer os produtos e serviços que a empresa vende contribui para transmitir informações precisas ao cliente?
  • Demonstrar disponibilidade com bom humor é uma atitude que não pode faltar no atendimento?
Provavelmente a sua resposta às perguntas acima será “sim”.  Porém, cortesia, agilidade, comunicação, empatia, bom humor e disponibilidade são fatores que devem fazer parte, primeiro, do atendimento interno da empresa. De que adianta todo mundo saber que é preciso praticar qualidade no atendimento ao cliente externo se na interação entre os setores da empresa o atendimento não funciona, é demorado e ocasiona muitos “re-serviços”?
O atendimento de qualidade sempre começa com o atendimento interno. Como podemos oferecer um atendimento profissional se ao passar uma informação a outro setor da empresa a transmitimos de forma incompleta? Como prestar um serviço ágil se não sabemos ao menos atender bem os nossos clientes internos? Como transmitir uma boa imagem ao atender os consumidores se muitos funcionários dentro da empresa insistem em ir ao trabalho de mau humor, desmotivados, prejudicando o clima de trabalho no setor onde eles atuam?
Se não houver qualidade no atendimento interno, dificilmente haverá qualidade para o cliente externo, pois uma empresa é constituída de ciclos de serviços. O serviço que o cliente externo recebe é o reflexo dos ciclos de serviços praticados internamente. “Nenhuma corrente é mais forte que o seu elo mais fraco”, e se alguma “engrenagem” de algum ciclo falhar, o sistema todo também será afetado, e com isso, prejudicará a venda final.
Todo profissional, seja ele da área operacional, tática ou estratégica, deve considerar o colega de trabalho como um cliente. Lembre-se que, quem promove um profissional não é somente o gerente ou a diretoria, mas os colegas de trabalho que ficam satisfeitos com o atendimento recebido por ele.
Então, faça sua parte, contribua para um bom clima de trabalho. Ofereça um atendimento aos seus clientes internos que prime pelo profissionalismo e cortesia, sempre comprometido com a qualidade das tarefas. Jamais abra mão do trabalho em equipe, tenha paciência e aprenda a se comunicar de forma clara e sem ruídos com os outros setores da empresa. Ficará mais fácil conquistar os clientes externos se o “dever de casa for bem feito”, pois qualidade no atendimento interno é responsabilidade de todos.
Cersi Machado  |  Publicado em: 29/05/2012

28 Idéias para manter clientes.


A tua empresa, a Nike, a Coca-Cola, TODAS, literalmente, TODAS, perdem em média 50% dos seus Clientes a cada 5 anos. 66% desses Clientes que PARAM de comprar de você, o fazem porque a turma de atendimento e vendas, no pré-venda ou no pós-venda, tratam eles como se fossem chatos, na verdade são clientes exigentes.

No século 20 era cinco vezes mais caro conquistar um novo Cliente ao invés de vender para quem já te conhecesse. No século 21 é 10 VEZES mais caro conquistar um novo Cliente.

Esses são os números da Yankee Group e PricewaterhouseCoopers.

O quê você poderia fazer para resolver a questão?

1. Transforme o Atendimento ao Cliente em uma questão estratégica nos negócios da empresa.

Ah, já faz parte? Então, como você mede o atendimento? Quais são os índices de performance que você usa?

2. Assegure-se que a turma do atendimento e vendas tem acesso as informações que eles precisam ter para servir ao cliente com extrema velocidade.

3. Dê aos funcionários o poder para tomar certas decisões independentes de você, dê-lhes autonomia.

4. Defina PADRÕES de VELOCIDADE e RESPEITO quando atender ligações e e-mails.

5. Aprenda o máximo que você puder sobre os negócios do seu Cliente.

6. Descubra Como, Quando e O quê os Clientes compram, e use essa informação para melhorar o serviço que você oferece.

7. Descubra MAIS sobre os seus Clientes ao criar oportunidades para a turma te dar feedback, desde conversas informais, passando por happy hours, reuniões, eventos, ou simples pesquisas de mercado.

8. Desenvolva uma marca ao redor do nome da sua empresa e do serviço que você entrega. O serviço que você vende tem alguma marca?

9. Crie uma logomarca Linda e um slogan Fantástico para a sua empresa.

10. Crie uma área no seu web site que PROVA que você é ESPECIALISTA em alguma coisa.

11. Tenha certeza que todas as pessoas da sua equipe têm boas habilidades de comunicação.

12. Pense em maneiras de facilitar a vida dos seus Clientes.

13. Experimente se antecipar, ao invés de reagir, as necessidades dos Clientes.

14. Tire o seu Cliente de situações inconvenientes.

15. Sempre cumpra as suas promessas!

16. Mantenha o Cliente informado sobre qualquer problema, e assegure-se que é MUITO FÁCIL FAZER NEGÓCIOS COM VOCÊ.

17. Use Tecnologia!!! Hardware, software, networking, wireless etc. O máximo que você puder para armazenar, organizar e planejar os contatos com os seus Clientes.

18. Personalize todas as suas comunicações.

19. Preste MUITA atenção aos Clientes VIPS: Os seus Very Important People e os seus Very Irate People.

20. Crie oportunidades para feedbacks!

21. Pergunte para todos os seus Clientes, principalmente os NOVOS CLIENTES, porque eles escolheram você ao invés da concorrência.

22. Estimule as críticas e reclamações!

23. Mantenha o diálogo aberto. Estimule o diálogo. FAÇA PERGUNTAS!

24. Permita que os clientes chaves da empresa SAIBAM que são SUPER VALIOSOS para você. Reforce essa idéia em TODAS AS COMUNICAÇÕES com eles.

25. Convide Clientes IMPORTANTES para eventos especiais. Premie sua fidelidade.

26. Peça a opinião dos Clientes antes de tomar alguma decisão significativa.

27. Seja ORIGINAL. O desafio é se DIFERENCIAR dos outros e não ser o melhor ou o mais barato ou o mais simpático.

28. Seja SINCERO. Fale SEMPRE a Verdade, doe a quem doer.

Atendimento ao Cliente e Pós Vendas

DO QUE AS PEQUENAS EMPRESAS MAIS PRECISAM

O que todas as empresas buscam são bons funcionários, qualidade no atendimento, satisfação do cliente, aumento na lucratividade.
Na verdade, o que toda empresa quer e deve fazer, independentemente de tamanho e área de atuação, é prestar um serviço ou vender um produto de qualidade, que atenda à expectativa do cliente, se possível superando-a. Prestar um bom serviço de pós-venda, ter lucro e procurar crescer gerando mais empregos e benefícios para a sociedade.

Hoje, está evidente que o foco é o cliente. O que queremos é algo como ter clientes fãs. A comparação aqui serve para ilustrar de uma forma simples e prática o que nunca deve ser esquecido, pois quem mantém sua empresa e paga o seu salário ou pró-labore é o seu cliente.

Para ser mais radical: a roupa que você está usando, tudo o que você tem dentro da sua casa e, até mesmo, a refeição que você faz diariamente, quem lhe deu foi o cliente.

Por isso, não deixe de investir em seus clientes atuais. Cliente atual é cliente conquistado e não em potencial. Ele pode lhe trazer novas indicações, sugestões de melhoria e contribuir para aumentar o seu portfólio de produtos.

A regra então é:
Cuide bem dos clientes, inclusive dos ocultos. Eles pouco aparecem, mas decidem. Muitas vezes quem paga é a pessoa X, mas quem decide é a Y. A mulher não diz qual carro o homem deve ter, porém ela influencia em muito qual ele não deve ter. Basta dizer um “não compre mais” para o comprador, e pronto: você acaba de perder um cliente. Então, procure analisar, na sua área, no seu caso, quem é o cliente oculto? Quem decide? Eu tenho dado a atenção necessária a essa pessoa?

Analise a vida do seu cliente em suas diferentes fases. Talvez hoje o seu cliente precise do mais barato, do menos sofisticado e isso pode ser explicado por motivos bem simples: pouco poder aquisitivo, o não-uso de um serviço adicional ou qualquer outro benefício. Mas amanhã ele pode ser promovido, mudar de emprego, estar em via de se casar, ter um ou mais filhos.

Enfim, as necessidades e os sonhos mudam, os desejos de compra se renovam e o cliente de ontem não é mais o mesmo hoje e nem será parecido com o de daqui alguns anos. Mantenha contato, não caia no esquecimento. Pesquise a vida, os sonhos, a realidade atual de seu cliente e procure atendê-lo dentro da sua realidade e não na realidade que você deseja.

Não empurre um serviço a mais, um produto a mais, você pode ganhar hoje, mas não voltará a ganhar amanhã. E lembre-se de que o cliente compra pelas razões dele e não pelas nossas.

Desburocratize os processos e só prometa o que possa cumprir. Facilite a vida de seu cliente, agilize processo, dê mais autonomia à linha de frente, não robotize seu atendimento.

Procure criar um atendimento diferenciado para quem freqüenta diariamente prestigia sua empresa, pois assim, você não estará tratando todos de forma igualitária. Isso não significa de forma alguma discriminar ou destratar novos clientes ou clientes em potencial. A meta é transforma-los também em clientes especiais (VIP).

Outro ponto importante é a eliminação de falsas promessas. Não crie ilusões ou expectativas desnecessárias. Todos detestamos promessas não cumpridas. Portanto, seja franco, transparente e, principalmente, honesto com o seu cliente. Se não é possível fazer ou entregar algo no prazo pretendido, diga a verdade. Enganar o cliente é o caminho mais curto para o seu desaparecimento do mercado.

Preço é importante, mas somente preço não ganha o jogo. Ofereça algo a mais. Faça o cliente ter a sensação de que está fazendo um bom negócio.

O cliente é seu maior patrimônio. Preste atenção nos detalhes, pois são eles que fazem a diferença.

Sistemas complexos, banco de dados afinados ajudam em muito no crescimento e no bom atendimento, mas nada, nada ainda supera qualidades como cortesia, atenção, empatia e um belo sorriso no rosto.

Demonstre entusiasmo ao atender o seu cliente. O entusiasmo, assim como a felicidade, é contagiante. Nossa tarefa é dar ao cliente aquilo que ele não espera. Afinal, o que ele espera o nosso concorrente já oferece.

CRIANDO A CULTURA DO ATENDIMENTO
Para implantar na empresa uma cultura de atendimento qualificado ao cliente não basta exigir que os funcionários decorem o manual.

A memorização dos principais mandamentos da qualidade máxima no atendimento é apenas a fase mais fácil no processo de transformação de mentalidades e comportamentos.

Hoje os principais consultores de recursos humanos dão muito mais importância à mudança, cultura do atendimento, do que à discussão de novas técnicas de atenção ao cliente. Eles sintetizam em oito itens o processo para criar novos comportamentos e valores tanto entre os funcionários que trabalham em contato direto com o público quanto com os que ficam na retaguarda administrativa.

Os conselhos são os seguintes:
1. Preocupe-se com a busca de uma nova cultura de atendimento. Esta deverá ser extremamente visível nos principais ambientes da empresa, especialmente onde o público circula. Isso faz com que funcionários tenham sempre presente o seu objetivo e os clientes sintam-se estimulados a cobrar resultados.

2. Estabeleça metas bem objetivas e crie mecanismos fáceis para medir o cumprimento das metas de cada funcionário.

3. Explique por que o atendimento de qualidade ao cliente é essencial para o desenvolvimento profissional e pessoal dos funcionários da empresa.

4. Crie mecanismos para divulgar resultados alcançados, funcionários que se destacaram, experiências tanto internas como de outras empresas do ramo. Envie comunicados por e-mail ou crie boletins. Eles podem ser extremamente úteis para facilitar a troca de informações.

5. Catequize o funcionário recém-contratado sobre qualidade máxima no atendimento. Dedique toda a atenção ao novato, porque os primeiros dias num novo emprego são geralmente aqueles em que o funcionário está mais receptivo a mudanças de comportamento.

6. Estimule ações em grupo. Isso ajuda a desenvolver a iniciativa dos funcionários.

7. A criatividade é indispensável. Procure fazer com que o vendedor nunca diga “estas são as regras, não posso fazer nada”. Sempre existe uma maneira de resolver o problema de um cliente.

8. Analise a necessidade de substituir os funcionários que não se adaptarem às normas de implantação do atendimento de qualidade.

CUIDADO! VOCÊ PODE ESPANTAR O CLIENTE

Quem nunca saiu de uma loja insatisfeito com o vendedor? Mesmo em tempos de concorrência acirrada existem comerciantes que ainda não perceberam a importância de se atender bem o cliente.

A lista das posturas que incomodam os consumidores é extensa. As atitudes abomináveis vão desde uma abordagem afoita feita pelo funcionário da loja, passam pelo modo de falar, muitas vezes, carregado de gírias, e chegam até a indiferença.

As falhas começam na abordagem às pessoas. Frases como: posso ser útil? Em que posso ajudar?, emitidas quando o cliente está olhando a vitrine, espantam os possíveis compradores.

O vendedor tem de dar um tempo para o consumidor olhar a vitrine, processar os dados. Quando estiver pronto para ser abordado, ele vai dar o sinal. É nessa hora que o profissional entra e pergunta se a pessoa quer experimentar, ver alguma coisa.

Alguns comportamentos que podem “espantar” o cliente:
1. Agir com má vontade. Tentar se livrar rapidamente do cliente sem resolver o problema dele.
2. Agir como um robô. Repetir sempre a mesma coisa, da mesma maneira, com os mesmos movimentos, como se estivesse sempre atendendo o mesmo consumidor.
3. Conversar mascando chiclete, fumando ou cheirando a cigarro. No calor, há outro problema estético que tem que ser evitado: o suor. Ninguém gosta de conversar com uma pessoa que está transpirando. Dá uma impressão ruim, de desleixo.
4. Falar demais. Contar toda a história pessoal e não ouvir, realmente, o que o cliente quer.
5. Olhar de forma arrogante. Medir o cliente de cima para baixo, com ar de desdém, como se ele não soubesse de nada ou não tivesse como pagar pelo produto que está olhando.
6. Ser frio na hora do atendimento. Não demonstrar que se importa com o cliente. Tratar o consumidor de forma distante.
7. Ser inflexível. Dizer, sem consultar seus superiores: sinto muito, mas não podemos fazer tal coisa.
8. Tratar o cliente como peteca. Dar informações incorretas e mandar o consumidor para diversos setores da loja.
9. Trocar o nome do cliente, mesmo depois de ter perguntado duas vezes para ele.
10. Usar gírias ou dar explicações muito técnicas.

OS CAMINHOS DA CONQUISTA
• Cumprimente o cliente com um aperto de mão na entrada e na saída;
• Pergunte seu nome e se apresente;
• Deixe bem claro, na impostação de voz e na postura, que ele está diante de um profissional prazeroso com sua atividade;
• Ofereça água ou café;
• Se possível, tenha à mão amostras, pequenos brindes e descontos inesperados (arredondar centavos no caixa, por exemplo);
• Pergunte-lhe se conhece o produto ou o atendimento da casa. Se a resposta for negativa, dê-lhe informações à respeito. Com simplicidade, mas transmitindo muita segurança;
• Saiba o que o cliente procura, exatamente, e apresente a ele propostas condizentes com sua expectativa;
• Sugira, quando necessário, mas sempre levando em consideração o estilo da pessoa à sua frente.

O QUE EVITAR, SEMPRE
• A rotineira pergunta: “posso ajudar?”, quando alguém se aproxima das vitrines ou entra na loja. A resposta, invariavelmente será: “Não, estou só olhando!”. O cliente prefere se sentir livre para escolher o vendedor, que deve, no entanto, estar atento e solícito;
• Rodinhas de vendedores no fundo da loja. Elas sinalizam negativamente. O eventual comprador certamente se sentirá um intruso que chega para incomodar;
• Oferecer produtos adicionais sem retirá-los das prateleiras. Eles devem ser manuseados à vontade pelo cliente;
• A frase: “se não gostar, pode trocar” na conclusão da venda. A disposição, nesse sentido, deve ser expressa de maneira positiva. Se for um presente, por exemplo, melhor dizer algo como: “tenho certeza de que a pessoa vai gostar, mas se quiser outro tamanho ou modelo, basta falar com a gente”;
• Mentir, na falta de algum produto ou serviço. Se você não tiver em estoque determinado tamanho de roupa, deixe isso bem claro, sem oferecer algo maior ou menor, que o cliente poderá até levar para se arrepender em seguida.

OS NOVOS CLIENTES
Vender pela internet não é só coisa de gente grande: o terreno ponto.com também está aberto aos pequenos negócios, desde que garantam segurança aos dados dos clientes, cumprimento de prazos e qualidade da peça encomendada.

A partir do momento em que os produtos são disponibilizados na internet, a empresa toma um novo rumo, já que seus produtos estarão disponíveis para qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo.

A empresa também ganha um grande diferencial no relacionamento com seus clientes. O contato fica mais fácil, o cliente se sentirá mais à vontade para expor suas críticas e sugestões, assim como esclarecer dúvidas sobre a empresa ou produtos.

Para se aventurar no mundo virtual, há várias opções. Montar o site para comercializar os artigos, o que é mais caro e dá mais trabalho; juntar-se a um data center (site que hospeda empresas para venda de produtos); ou organizar uma pré-venda.

Fazer vendas pela rede de computadores pode ser boa alternativa em qualquer ramo de atividade. Empresas que tiveram sucesso dizem que o segredo é planejar logística e apostar em atendimento diferenciado aos clientes. Portanto, antes de investir na venda direta pela rede, é preciso estar preparado para ampliar a produção, aprimorar mecanismos de visualização dos produtos, frete e entrega.

Outro segredo é a boa divulgação da loja, sobretudo em sites de busca.

A IMPORTÂNCIA DA PÓS-VENDA
Produto entregue é sinônimo de negócio concluído? Não mais. De acordo com os especialistas, o mercado ingressou na “era do mimo ao cliente”. Nela, manter um relacionamento pós-venda entre vendedor e consumidor deixou de ser mero diferencial para se tornar regra de gestão.

Trata-se de um processo de aprendizado e melhoria contínua das relações da empresa com o cliente.

Ao verificar se o cliente está satisfeito, o comerciante ou prestador de serviços estabelece um diferencial em relação à concorrência, gerando informações que permitirão correções no processo de venda, além de identificar oportunidades de novas vendas.

Surpreenda o cliente logo após a venda. Pequenos detalhes, como um cupom de desconto para a próxima compra colocado dentro do pacote, um cartão de agradecimento ou um brinde representa muito, fazendo-o perceber que não é importante somente naquele momento em que vendemos, mas que desejamos que ele volte e permaneça como cliente.

Uma boa dica é convidar os clientes para comemorações e eventos realizados na empresa. Peça sugestões sobre os produtos, aparência da loja, layout, uniforme dos funcionários etc.

Providencie caixas de sugestões e estimule sua participação. Dê retorno às boas idéias e ponha-as em prática. A melhor maneira de manter um cliente é fazer com que ele participe da empresa. Deixe que eles se sintam importantes e felizes. É tudo o que eles querem.

SAIBA AINDA
• Quem realiza a pós-venda deve possuir informações completas sobre o cliente e os produtos adquiridos. Assim poderá identificar carências e oportunidades de novas vendas, oferecendo orientações complementares, solucionando possíveis problemas.
• A pós-venda deve acontecer após o prazo mínimo suficiente para que o cliente experimente o produto e tenha suas primeiras impressões. Este prazo pode variar entre ramos de atividade e produtos, porém na maior parte dos casos não chega a ultrapassar uma ou duas semanas.
• Quando o volume de clientes impede que a pós-venda seja feita com todos, deve-se realizá-la com amostra representativa.

EXEMPLOS DE AÇÃO DE PÓS-VENDA
O trabalho de pós-venda tem sido cada vez mais valorizado pelas pequenas empresas, pois elas já percebem que, ao contrário de outras formas de marketing, a pós-venda não exige maiores investimentos.

A pós-venda deve focar os principais atributos de qualidade dos produtos, serviços e, sobretudo, do atendimento proporcionado pela empresa. Entre os atributos mais valorizados e que devem ser avaliados estão a rapidez no atendimento, o prazo de entrega, a prontidão e cordialidade da equipe – vendedores, caixas e entregadores.

Dentre as ações mais comuns de pós-venda, utilizada em 90% dos casos, destaca-se o telemarketing. Outras alternativas são visitas aos clientes, contatos por email, chats ou pelo correio.

Confira, abaixo, alguns exemplos de ação de pós-venda:
Telemarketing – 0800: Esse tipo de ação, apesar de apresentar resultados rápidos, pode gerar aborrecimento se utilizado com muita freqüência.
O telemarketing pode tornar-se algo irritante, o que pode trazer como conseqüência uma antipatia do cliente em relação à empresa. Invista no telemarketing receptivo, mantendo os funcionários sempre bem informados sobre as características dos produtos e dúvidas que poderão surgir.
Divulgue e recomende sempre ao cliente que faça um contato para solucionar qualquer tipo de dúvida, novidades e deixe bem claro que estará sempre pronto a ajudar.

Treinamento: Dentre as opções gratuitas de serviços pós-venda, a oferta de treinamento, ao cliente, é uma das bem recebidas. A maioria dos consumidores sente dificuldades, principalmente na primeira compra, ao instalar um aparelho ou utilizar um software, por exemplo.

Assessoria/Acompanhamento: Outra ação de pós-venda é a disponibilização dos serviços de acompanhamento técnico, sem custo adicional.

A IMPORTÂNCIA DE UM BANCO DE DADOS
É através do banco de dados que passamos a conhecer o comportamento dos clientes e sinalizamos suas principais necessidades.

Uma das principais funções de um banco de dados é registrar as características dos produtos adquiridos pelo cliente como: valor, forma de pagamento, qualidade do produto, data da compra e de entrega. A partir dessas informações será possível conhecer o estilo, o potencial e as preferências do cliente sem que ele seja incomodado com perguntas.

Dados como nome, telefone, endereço e data de aniversário, ao serem solicitados ao cliente, precisam ser justificados sempre como cadastro para futuras comunicações.

As características dos produtos adquiridos apresentam grande importância. Cores, estilo e tamanho definirão o perfil do seu cliente para um futuro contato.

A utilização inteligente da informação permite ainda analisar outros aspectos como mercado, distribuição geográfica de nossos atuais e futuros clientes, nível social e imagem da empresa.

Para a construção de um banco de dados é necessário avaliar a quantidade de informações que a empresa pretende gerar. Para isso é necessário avaliar:
• Quanto ao uso das informações: para quem, como obtê-las, como usá-las;
• Cadastro atual: o que serve das atuais informações;
• Responsabilidade: quem irá manipular as informações e para quê.
Em segundo lugar, tendo levantado suas necessidades internas, a empresa deve planejar as seguintes ações:
• Cadastro de clientes atuais.
• Compra de um software para gerenciar, por exemplo, a comunicação com o cliente via telefone, chat e e-mail.
• Estratégia de marketing que irá conduzir as ações de busca de informações.

Antes de querer mudar o mundo, mude-se


Com o mercado altamente competitivo, o qual pode-se notar pelo grande número de concorrentes, pelas promoções de venda cada vez mais agressivas, pelos clientes cada vez mais exigentes, pelas menores possibilidades de errar e ainda manter-se no mercado, surge a necessidade de aprimoramento contínuo. Em função destes fatos, cada vez mais se fala em fidelização de clientes, as empresas e, principalmente, os profissionais precisam rever seus conceitos relativos ao modo de como lidar com os eventos do dia-a-dia.

É necessário romper barreiras, abandonar as concepções de como a realidade é ou como acreditamos que ela seja, enxergar onde outros não enxergam e admitir que temos que nos adaptar sempre aos novos acontecimentos e que isso implica em rever constantemente nosso modo de agir e pensar. Aprender hoje não se dá pelo acúmulo de conhecimento, e sim pela capacidade de refinar aquilo que estamos vendo, ouvindo, sentindo na pele, para daí formarmos um modo de agir centrado na necessidade de ser o melhor sempre. Contudo, ser o melhor não significa ser melhor que alguém ou alguma empresa. Ser o melhor significa ultrapassar nossos limites.

Complicado? Pois bem, por onde começar?

O começo se dá pela humildade em admitir que temos muito a melhorar sempre. Em seguida, comece a observar outros profissionais de sua área, não necessariamente somente do seu ramo de atividade, mas outros profissionais que você considera que sejam bons ou de preferência excelentes. Extrapole e observe outros profissionais, não necessariamente os que têm a mesma função que você, e verá que existe muito a aprender e que muita coisa pode ser feita.

Busque conhecimento técnico através de livros, revistas especializadas, cursos, palestras, Internet e conversas com outros profissionais. Porém, lembre-se de que há dois pontos importantes a serem considerados: o primeiro é existir uma tendência em buscarmos conhecimento apenas de assuntos diretamente relacionados ao nosso ramo, profissão ou dia-a-dia e que perdemos muito ao não considerarmos outras áreas que podem ajudar de forma direta ou indireta na nossa formação e competência; o segundo, nenhum conhecimento será útil se não puder ser traduzido em algum tipo de ação prática que venha agregar valor ao nosso cotidiano.

Não se perca em detalhes que não acrescentam, pois, em geral, eles apenas tomam tempo e o resultado final é uma considerável perda do foco. Avalie-se constantemente e descubra em que evoluiu e em que deve melhorar. Aprenda a se relacionar com pessoas, pois isso definirá muito de como as oportunidades e ameaças acontecerão em sua vida pessoal ou profissional. Outrossim, lembre-se, por mais delicada que seja a situação, de que sempre existem dois lados e que não necessariamente você sempre está certo.

Escute mais o que seu cliente tem a dizer e não busque conduzir a negociação ou conversa: primeiro ouça o que ele tem a lhe dizer e somente então lhe dê a resposta. Muitos profissionais se perdem nesse ponto, pois, em geral, tendem a querer fechar o melhor negócio sob sua ótica e não sob a ótica do cliente.

Tenha um acompanhamento pós-venda em todas as suas negociações e não procure o cliente apenas quando quiser vender. Faça surgir um relacionamento e não apenas uma transação comercial.

Enfim, são muitos os pontos, e nenhum deles é uma regra, mas servem para mostrar que temos a melhorar e que tal intento é possível, basta para isso nos disponibilizarmos e buscarmos os meios para que isso aconteça.

VIOLIN, Fábio Luciano.

Telemarketing


Como conceito, podemos definir que:

O TELEMARKETING COMPREENDE A APLICAÇÃO INTEGRADA E SISTEMÁTICA DE TECNOLOGIAS DE TELECOMUNICAÇÕES, BANCO DE DADOS (DATABASE MARKETING) E SISTEMAS ADMINISTRATIVOS, COM O PROPÓSITO DE OTIMIZAR OS RECURSOS DE COMUNICAÇÃO E PROMOÇÃO USADOS POR UMA EMPRESA PARA CAPTAR E MANTER CLIENTES.

Todas as empresas utilizam o telefone como ferramenta de trabalho; mas toda vez que utilizamos o telefone no ciclo comercial de forma planejada e sistêmica, este se transforma em ferramenta de marketing, e estamos portanto praticando Telemarketing.

O Telemarketing deve ser encarado como uma poderosa mídia que altera hábitos e comportamentos internos na empresa, acelerando processos de informação e vendas, com reflexos positivos no desempenho comercial. Muito mais do que vendas por telefone, o Telemarketing possui múltiplas aplicações, cada uma delas dirigida a uma fase do processo comercial, que devem ser planejadas e integradas para otimização de resultados; aqui algumas aplicações possíveis:
· Tomada de Pedidos - receptivo
· Informação a clientes e representantes - ativo/receptivo
· Atendimento Pós-vendas (assistência técnica, reclamações)
· Vendas - ligações de rotina a clientes - televendas ativo
· Venda programada, vendas cruzadas - televendas ativo
· Pesquisas de mercado, pesquisa de qualidade de atendimento
· Promoção de Vendas (vantagens negociais/lotes)
· Atualização de Cadastro - clientes ativos e inativos
· Geração de Tráfego de loja (varejo)
· Renovação de Assinaturas/contratos
· Administração Total de Clientes
· Reativação de Clientes inativos
· Prospecção/Qualificação de clientes

Como em toda ação de marketing, o sucesso do Telemarketing depende de muitos pequenos detalhes a serem trabalhados de forma exaustiva. A eficácia e rapidez de resultados está diretamente relacionada com o tempo e dedicação dos profissionais envolvidos na implantação e operação de telemarketing, que devem possuir uma visão global da empresa e a consciência do potencial gerado pela comunicação telefônica, para não correr o risco de utilizar de forma inadequada esta fantástica ferramenta de comunicação com o mercado.

Ao operar um Telemarketing , é fundamental a definição de objetivos, organização e o planejamento adequados - uma ação bem estruturada pode gerar vendas rapidamènte, o que implica uma estruturação e integração de toda a empresa (compras, estoques, faturamento, entrega/distribuição, produção, etc) para atender a um eventual aumento de demanda.

O sucesso de uma ação de telemarketing em uma empresa não preparada pode ser tão ou mais desastroso quanto a inércia de vendas. Vale lembrar que ao levantarmos o fone do gancho estamos iniciando um processo de formação de imagem de nossa empresa no mercado. Uma imagem arranhada por falhas de atendimento dificilmente será recuperada.
Portanto o Telemarketing é muito mais que uma voz bonita atrás de um telefone.

Os cuidados para Implantação e Operação exigem que se observem alguns passos:
DIAGNÓSTICO - análise da estrutura existente do sistema de vendas, histórico de produto, banco de dados existente e equipamento telefônico
PLANEJAMENTO - definição dos objetivos e aplicações do telemarketing, definir o perfil da central de operações (layout, equipamento,linhas, banco de dados, número e Perfil dos Profissionais, cronograma de ações com prazos, metas e responsáveis
PROJETO - arranjo do espaço físico, seleção e integração de pessoal, instalação de equipamentos telefônicos e informáticos,
PREPARAÇÃO - treinamento, ajustes no fluxo de trabalho e informação, divulgação do telemarketing a nível interno e externo, atualização do banco de dados, programação das primeiras ações
ATIVAÇÃO - qualquer operação de Telemarketing consta de duas atividades básicas::
* Rotinas Operacionais (ações sistemáticas e permanentes)
* Campanhas (ações específicas)
AVALIAÇÃO - a análise de resultados e avaliação garante um realinhamento de ações e a total adequação do telemarketing às necessidades de cada empresa; é uma atividade permanente, de vital importância para garantir uma boa relação custo-benefício e o principal, eficácia de desempenho comercial.

O sucesso em telemarketing está intimamente ligada à qualidade do banco de dados - informações completas sobre os cliente, seus gostos e preferências, seus hábitos de compra; garantir uma atualização constante é uma das funções básicas dos profissionais que operam telefone de forma profissional.

Nos últimos anos, acumulam-se os casos bem sucedidos de organizações que enxergaram o potencial do Telemarketing e desenvolveram sua atividade comercial essencialmente via telefone. O telemarketing apresenta-se como excelente alternativa de comunicação com o mercado, pela possibilidade de interação imediata com o cliente, grande alcance, produtividade da venda pela multiplicação de contatos e baixo custo operacional.

O Telemarketing está ao alcance de empresas de todo porte, se adequando a quase os tipos de negócio e ramos de atividade. O futuro é agora; a qualidade de atendimento será medida pelo ganho de tempo proporcionado pelas empresas aos seus clientes, aliados a preços interessantes e qualidade de produtos/serviços. Neste cenário de presente-futuro, toda comunicação com o mercado está dirigida a procurar e informar o cliente onde quer que ele esteja.

Num mercado cada vez mais competitivo, a especialização é essencial. Cada empresa precisa concentrar toda a sua capacidade técnica e criativa na atividade-fim, de maneira a preservar seu talento essencial.
Tecnologias complementares, também essenciais ao sucesso da empresa, mas que demandam especialização diferenciada, devem ser adquiridas externamente.
Implementar uma solução doméstica para tais atividades, além de oneroso, geralmente é ineficaz. E o treinamento de gerentes/supervisores; uma equipe de vendas ou atendimento a clientes é uma dessas áreas de especialização.

Como Elaborar um Cadastro de Clientes?


Idealmente, podemos montar um cadastro de clientes utilizando-se das ferramentas de informática, ou então, podemos iniciar, de forma bem simples, a montagem de um banco de dados utilizando fichas de clientes, por exemplo. O cadastro de clientes deve conter um conjunto de informações que permita o aperfeiçoamento do relacionamento da empresa.

As informações do cadastro de cliente se dividem em três grandes grupos:
- Identificação: são as informações básicas para o relacionamento com o cliente, como nome completo, endereço, telefone, e-mail, número de documentos, data de nascimento, estado civil, profissão, etc.
- Perfil de preferências do cliente: são informações sobre produtos, tamanhos, cores, modelos, marcas, etc. que o cliente costuma comprar.
- Histórico de compras e contatos: são os registros relativos a todas as compras realizadas pelo cliente e também a todos os contatos telefônicos e malas diretas enviadas.

As informações do cadastro precisam ser constantemente atualizadas, pois com o tempo, os clientes mudam de endereço, trocam seus telefones e até mesmo as preferências. O cadastro de clientes é uma das mais importantes ferramentas de marketing da pequena empresa; por isso, mantê-lo organizado e sempre disponível permite aproveitar grandes oportunidades.

Lembre-se! O cliente que compra à vista também precisa ser cadastrado; afinal, ele também é ou poderá ser um cliente preferencial.